Boletim informativo - Unimeds do Estado do Rio de Janeiro

Primeiro transplante de medula óssea alogênico não aparentado é realizado no Hospital Unimed Volta Redonda

Rio de Janeiro, 12 de fevereiro de 2020

Paulo Moura, 62 anos, foi surpreendido pela equipe médica e de enfermagem do Hospital Unimed Volta Redonda. Eles promoveram uma festa para comemorar a pega da medula, que é quando o órgão volta a funcionar após o paciente receber o transplante. Paulo foi o primeiro caso de transplante de medula óssea alogênico não aparentado realizado no Hospital. Há três anos, ele foi diagnosticado com mielofibrose – um tipo raro de câncer que afeta as células responsáveis pela produção de sangue na medula óssea – durante uma consulta de rotina. Foi um ano de exames até chegar ao diagnóstico, um longo período de tratamento e cerca de seis meses a espera de um doador.

 Transplante de medula óssea Transplante de medula óssea

“Fui um felizardo. Tive três doadores 100% compatíveis, além de minhas filhas que tinham 50% de compatibilidade”, contou. Mas a alegria por estar se recuperando não o fez esquecer a caminhada que muitos ainda têm que enfrentar na espera pela doação. “Gostaria de pedir que as pessoas sejam doadoras de medula óssea. Eu, graças a Deus, consegui uma doadora lá da França, mas há pessoas aqui ainda precisando de um transplante”.

O pedido de Paulo tem fundamento. Quem não recebe doação de um parente, aguarda na lista do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). Porém, a chance de compatibilidade, segundo o Ministério da Saúde, é de uma em 100 mil. A possibilidade de conseguir um doador compatível aumentaria se mais pessoas doassem. Pesquisas mostram que o doador ideal, como um irmão compatível, só está disponível em 25% das famílias brasileiras. Isso significa que a grande maioria tem no Redome a expectativa da salvação.

Além do Hospital Unimed de Volta Redonda, apenas outros três hospitais no estado do Rio têm autorização para fazer transplante de medula. Sendo que o da Unimed é o único fora da Região Metropolitana. O hospital é autorizado a fazer todos os tipos de transplantes – tanto o autólogo, que utiliza material genético do próprio paciente, quanto o alogênico, quando o material utilizado é doado por outra pessoa. “Estamos muito felizes por ter realizado esse transplante. Sabemos o quanto isso fará a diferença na vida de Paulo. Esperamos que esse seja o primeiro de muitos pacientes que receberão uma nova medula de doador não aparentado aqui no hospital. Estamos preparados para atender casos de alta complexidade e vamos continuar investindo cada vez mais no cuidado às pessoas”, declarou o presidente da Instituição, Luiz Paulo Tostes Coimbra.

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