Hospital Unimed Resende realiza primeira captação de órgãos
Rio de Janeiro, 9 de agosto de 2017
No dia 6 de julho, o Hospital Unimed Resende realizou a primeira captação de órgãos da unidade. Depois de autorizado pela família, um paciente que teve morte cerebral teve o fígado e os rins doados. O procedimento foi realizado pela equipe da Organização de Procura de Órgãos e Tecidos Humanos (OPO) que funciona na Santa Casa de Barra Mansa e é vinculada ao Programa Estadual de Transplante. Esse ano, a unidade recebeu 12 doações.
“Apesar de a captação ser feita por uma equipe externa, para que a doação seja viável, é preciso empenho e técnica da equipe do hospital para manutenção do paciente até o momento da intervenção, ou os órgãos podem ser perdidos. Nós conseguimos cumprir bem esse papel”, declarou o coordenador da UTI do HUR, Luiz Alexandre Cabral Pinto. “É um marco na história de Hospital Unimed Resende poder contribuir para o Programa de Transplantes do Rio de Janeiro, já que o estado tem registrado baixos índices de captação por habitante”, completou o médico. De acordo com o último ranking da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), o estado ficou em nono lugar no país.
Segundo o coordenador médico da OPO, o cirurgião Gilvando Dias de Souza Filho, a negativa familiar tem sido o grande entrave para reduzir as filas de transplante. “No Brasil essa taxa é muito alta, em torno de 44%. A desinformação é nosso maior inimigo”, afirmou ele, lembrando que, nenhum documento deixado em vida pelo paciente vale como autorizador da doação. “A família dá a palavra final, por isso, a importância de falar sobre o assunto com os parentes e deixar claro o seu desejo de doar os órgãos”, esclareceu. “É um gesto de solidariedade e amor ao próximo”, finalizou. A captação realizada no HUR pode salvar a vida de três pessoas.
Procedimento
Ao identificar um potencial doador, o hospital entra em contato com a OPO mais próxima e abre um protocolo. Todo o contato com a família é realizado pela equipe externa. Para doar órgãos como rins, coração, pulmão e fígado é preciso que o sangue ainda esteja circulando pelo organismo. Isso é possível com a ajuda de medicamentos e aparelhos. Outros órgãos como pele, osso e córneas podem ser doados com o coração já parado.












