Boletim informativo - Unimeds do Estado do Rio de Janeiro

Hospital Unimed Costa do Sol terá tratamento de ECMO

Rio de Janeiro, 11 de abril de 2019

O Dr. Darteson Gutierrez é cirurgião cardiovascular e cooperadoO Dr. Darteson Gutierrez é cirurgião cardiovascular e cooperado

O Hospital Unimed Costa do Sol (HUCS) realizou pela primeira vez o procedimento de Oxigenação Por Membrana Extracorpórea (ECMO), em um paciente na UTI Adulto. Para expandir a técnica para as demais UTIS, inclusive a pediátrica, a unidade de saúde promoverá um treinamento para toda equipe de saúde.

De acordo com o cooperado e cirurgião cardiovascular, Darteson Gutierrez, “o treinamento está na fase de implantação e, a partir disso, os pacientes críticos poderão ter acesso à nova tecnologia”. Segundo o cirurgião, além da equipe de enfermagem, o curso será ofertado também para equipe médica. “Iremos capacitar os nossos intensivistas, cirurgiões cardíacos, equipes de enfermagem, perfusionistas – profissionais habilitados para operar o dispositivo, fisioterapeutas, nefrologistas, neurologistas e uma gama muito importante de outros profissionais envolvidos nesse tipo de tratamento”, complementou.

O ECMO é um dispositivo que promove a oxigenação do sangue, funcionando como um coração ou pulmão artificial para o paciente e promovendo a melhora no débito cardíaco, ou seja, o volume de sangue bombeado pelo coração em um minuto. Segundo o Darteson, o dispositivo é moderno e o melhor recurso terapêutico que está sendo oferecido para os pacientes críticos. O tratamento do ECMO é multidisciplinar e requer vários profissionais envolvidos para que o programa avance e seja disponibilizado de forma segura, tendo bons resultados com os pacientes. “É gratificante oferecer um dispositivo tão avançado, que atualmente é o que há de mais eficiência na cardiologia”. Para o cirurgião, a ideia é que o HUCS oferece o ECMO e se torne uma referência no cuidado cardíaco no estado recebendo pacientes de outras regiões que necessitem desse tipo de tratamento.

O dispositivo tem diversas modalidades em que a membrana de oxigenação permite que o paciente utilize o ECMO em períodos que podem variar de dias a semana até a completa recuperação do pulmão ou coração. A membrana extracorpórea funciona também como uma ponte para transplantes, substituindo o coração ou o pulmão até que o procedimento possa ser realizado.

O ECMO avançou bastante durante a epidemia da gripe H1N1, onde os pacientes com a doença desenvolviam uma pneumonia severa. O pulmão não oxigenava o sangue, e quando entrava em Síndrome de Angústia Respiratória do Adulto (SARA) grave, o ECMO era instalado para permitir que o sangue do paciente pudesse ser oxigenado, permitindo que o pulmão se recuperasse, combatesse a infecção com o uso das medicações. Com o uso do ECMO, pulmão em descanso recupera e volta a ter a capacidade de oxigenar sozinho o sangue

A principal recomendação para o ECMO é a SARA, também chamada de Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA), é uma deficiência respiratória grave que resulta em falência pulmonar, que é quando o órgão perde a capacidade de oxigenação do sangue ou da remoção do gás carbônico de CO2. Nessas situações muito críticas, em que a mortalidade é muito alta, estimada entre 34% e 60%, é que está indicada a instalação do ECMO como pulmão artificial.

Segundo o coordenador da CTI do HUCS, Joel Tavares Passos, o primeiro curso relacionado ao ECMO foi realizado, em 2016, e agora toda equipe do hospital deverá ser treinada.

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