Costa do Sol realiza treinamento de desospitalização
Rio de Janeiro, 11 de outubro de 2019

Foi realizado, em 24 de setembro, através da parceria dos setores de treinamento e farmácia um treinamento sobre desospitalização na Unimed Costa do Sol. A palestrante, Priscila Sartori, gerente de Suprimentos da Santa Casa de Santos conversou com os participantes sobre o modelo adotado no local que favoreceu o aumento da rotatividade de leitos, eliminando longas estadias de pacientes com baixa complexidade.

O projeto de desospitalização precoce consiste em uma avaliação inicial do paciente elegível pelo infectologista que traça um plano terapêutico específico visando a administração de drogas fora do ambiente hospitalar. No modelo apresentado, o paciente recebe a medicação e em 48h é reavaliado para saber da possibilidade de ser transferido para um tratamento no Centro de Infusão. Uma vez que o tratamento foi transferido para o centro, o paciente retorna apenas para a administração do medicamento, evitando a internação.
“A alta programada permite ao farmacêutico hospitalar o controle e a administração de suprimentos”, disse Saulo Melo, coordenador da Farmácia. O desdobramento disso traz resultados positivos para o hospital e para o paciente. Evitando IRAS (Infecções relacionadas à assistência à saúde), internações desnecessárias, e consequentemente custos. “É uma relação de ganha-ganha, o paciente pode voltar a trabalhar, estar com a família e voltar apenas uma vez ao dia para administrar um antibiótico, por exemplo, enquanto a operadora e o hospital reduzem custos e aumentam a rotatividade dos leitos”, falou a palestrante, Priscila Sartori.
O modelo apresentado consiste em uma equipe multidisciplinar com médicos, enfermeiros, farmacêuticos e assistentes sociais, além de um centro de infusão. Apesar dos custos iniciais o projeto apresenta retorno imediato. Segundo o médico Luis Valle, “O projeto da desospitalização pode colaborar muito na melhoria da percepção do paciente pois ele tem a possibilidade de se manter em seu ambiente familiar, se utilizando do ambiente hospitalar especificamente para as intervenções necessárias. Ao mesmo tempo a implementação desse projeto pode aumentar o giro de leitos hospitalares, disponibilizando mais vagas para internação e reduzindo os custos operacionais”.












