Hospital Unimed Costa do Sol realiza captação de órgãos
Rio de Janeiro, 13 de fevereiro de 2019
Em 2018, o Hospital Unimed Costa do Sol (HUCS) realizou quatro captações de órgãos na UTI Adulto da unidade de saúde. O processo de captação começa quando os médicos constatam que o paciente não responde a estímulos cerebrais. Dois clínicos gerais realizam exames e detectam ausências de reflexos pupilar, córneos ou respiratórios. Concluída a suspeita, um terceiro médico, neurologista, confirma a morte encefálica, por meio de uma arteriografia cerebral, exame capaz de diagnosticar a ausência de fluxo sanguíneo no cérebro.
Equipe multiprofissional faz parte de todo o processo de captação de órgãos
De acordo com Conselho de Federal de Medicina, a morte encefálica é considerada quando há completa e irreversível parada de todas as funções do cérebro. Isto acontece quando o cérebro deixa de receber o sangue rico em oxigênio e não consegue mais realizar as suas funções, o que significa a morte cerebral.
Equipe multiprofissional faz parte de todo o processo de captação de órgãos
Seguindo o protocolo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os pacientes com suspeita de morte encefálica são notificados e tratados com a OPO – Itaperuna, a Organização de Procura de Órgãos do estado, e credenciado pelo estado do Rio de Janeiro, por meio do Programa Estadual de Transplantes (PET).
Constatada a morte cerebral, a equipe multiprofissional da UTI Adulto do Hospital Unimed Costa do Sol inicia a abordagem com a família do paciente no sentido de autorizar a doação. Caso aceitem, o HUCS contata a OPO e o Rio Transplante, que avalia o paciente para saber quais órgãos podem ser captados, coleta exames para reconhecer os possíveis receptores e depois entra em contato com o HUCS para alinhar o melhor dia e horário para a captação.
Dessa forma inicia-se o trabalho da equipe do HUCS, ou seja, a UTI é avisada e a enfermeira responsável, Antônia Brandão de Jesus, entra em contato com o Centro Cirúrgico para reservar a sala de cirurgia. As equipes médicas e de enfermagem realizam todo o processo com muito cuidado e cautela com os órgãos coletados, e a Rio Transplante os levam de volta para os pacientes que receberão os transplantes.
As gerências do HUCS acreditam nesse trabalho e concordam que a captação de órgãos é um processo de dedicação e empenho da unidade e de todos os setores e colaboradores envolvidos. “O transplante de órgãos é um procedimento dinâmico e complexo que envolve diversos profissionais em diferentes etapas. A equipe de enfermagem do HUCS desempenha um papel essencial, atuando no planejamento, execução, coordenando e supervisionando os procedimentos prestados aos doadores e seus familiares.
O enfermeiro estabelece vínculos com suas práticas e competências no cenário hospitalar. A doação exige generosidade e dedicação”, declarou a gerente de Enfermagem, Catiane Albrecht.
Em 2017, 597 órgãos foram captados no estado. A doação de órgãos é um processo que salva vidas. “No estado do Rio de Janeiro, o número ainda é aquém de São Paulo, e poder fazer parte da evolução do sistema, é muito satisfatório para a Unimed Costa do Sol”, afirmou o coordenador técnico da UTI Adulto do HUCS Joel Tavares Passos.












